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7 conflitos em condomínios: quais são e como resolvê-los

conflitos em condomínio

Conflitos em condomínios são mais comuns do que pensamos, mas também são mais passíveis de solução do que imaginamos. Isso porque, em geral, eles se concentram em poucos itens e existem regras específicas para evitá-los.

Especialistas e síndicos costumam tratá-los como os cincos C’s: cachorro, criança, carro, cano e calote. Todavia, estes não são os únicos, ainda que os mais recorrentes.

Mesmo com legislação específica, como o regimento interno, ainda há situações que incomodam vários condôminos. E também não podemos esquecer do novo Código Civil de 2002 que aborda outros 27 artigos para nortear direitos e deveres dentro do condomínio. Mas será mesmo necessário recorrer a estes recursos, antes mesmo da tentativa de boa convivência e razoabilidade? Quando o diálogo precisa ser interrompido e fazer valer a lei?

É sabido que, com a pandemia, a busca por condomínios fechados aumentou, então todos esses conflitos podem estar potencializados.

Por isso, neste artigo, trouxemos para vocês os 7 principais conflitos nestes ambientes e as dicas de como torná-los solucionáveis de maneira mais eficaz. Vem conosco!

Conflitos em condomínios e animais de estimação

Ter um animal de estimação é um hábito não apenas comum, como cada vez mais adeptos aderem à causa. Porém, eles costumam ser o principal fator de confusões e desentendimentos entre vizinhos. Isso acontece porque não é possível saber exatamente o comportamento do bichinho, e há ainda aqueles que não gostam de animais.

Há inclusive lugares que, por convenção de condomínio, decidem banir os animais da convivência no local. Logo, a primeira dica é ser extremamente cauteloso quanto às normas internas. E no caso de elaboração do regulamento interno prévio, especificar o máximo de observações possíveis, como por exemplo, se o animal pode entrar pela portaria principal ou garagem, quando deve usar a focinheira, dentre outros.

Caso seja uma situação que extrapole o tolerável, aí entra o cumprimento irrestrito das leis internas. Há, por exemplo, tutores que deixam os animais sozinhos em casa e estes não param de latir, ou ainda aqueles que não recolhem as fezes do bichinho ao passear.

Ser razoável nestes casos é compreender que nem todo animal é domesticável em ambiente fechado. Caso já possua um cachorro, trate-o de maneira a minimizar sua interação com os outros. Caso vá se tornar um tutor, veja quais raças e comportamentos são adequados ao espaço que você pode oferecer ao animal.

Crianças e as  áreas comuns de lazer

Assim como os cães, crianças são passíveis de comportamentos próprios e por vezes que incomodam os vizinhos. E não falamos aqui de um choro fora de hora ou mesmo o barulho. Quando ociosas, é normal que crianças tomem medidas que enfureçam um vizinho, como brincadeiras dentro de elevadores, estacionamentos, ou mesmo em corredores ou áreas proibidas.

Por isso, a dica aqui é mostrar aos seus pequenos que eles também precisam cumprir regras. E assim como em casa, há a obrigação de respeito pelo tempo e espaço do outro.

Quando há áreas comuns de lazer, essa convivência se torna ainda mais importante. Por isso, ensine seus filhos desde pequeno à saber compartilhar espaço e respeitar o do outro.

Uma dica criativa que muitos condomínios utilizam é a criação do síndico mirim. Cria-se uma situação em que a criança escolhida irá levar as demandas das outras crianças para os adultos, interagindo assim com os procedimentos que precisam ser cumpridos.

Carros geram conflitos em condomínio que transformam vizinhos em inimigos

A forma como cada morador enxerga o ato de dirigir e estacionar pode ser outro pivô de confusões. Isso porque nem sempre é esclarecido a todos os padrões adotados para entrar, sair, buzinar e trafegar no condomínio. Essas regras não apenas precisam ser explícitas e colocadas à vista de todos, como cumpridas.

Isso significa estabelecer as velocidades dentro dos espaços, a obrigatoriedade do uso da vaga restrita e a situação de visitantes.

Primeiramente, nunca utilize ou deixe que usem uma vaga que não é sua, ainda que por tempo reduzido. Caso precise realmente disso, avise o responsável pelo espaço. Para donos de veículos maiores, é importante ter em mente que ele não pode ultrapassar sua vaga, ou ainda estacionar em ruas internas que comprometam o tráfego.

Em casos de condomínios com câmera de segurança, os atritos relacionados a avarias e batidas podem ser antecipados. Por esse motivo, nunca desvie de sua responsabilidade no caso de acidente.

Inadimplência deve ser comunicada apenas ao síndico

Com a entrada do novo Código Civil, os síndicos acabaram por perder uma ferramenta importante para o combate à inadimplência. Isso porque, até então, as multas eram tão grandes que impediam o atraso ou pagamentos não realizados.

Com o novo código, surgiu o que se chama de inadimplentes volantes, ou seja, pessoas que atrasam parcelas com certa frequência, e as quitam posteriormente.

É importante lembrar que a inadimplência afeta diretamente o pagamento dos serviços comuns do condomínio, como reformas, serviços e funcionários.

Mas que também sua cobrança depende exclusivamente do síndico, e não de vizinhos. Ao compreender o que o síndico pode ou não fazer, um morador que se sente prejudicado pelo calote de outro, precisa acionar o responsável. Nunca o morador. Inclusive, dentro da lei, o regimento interno pode estabelecer padrões que favoreçam o pagamento em dia de todos os condôminos.

Canos com problemas e vazamentos acentuam conflitos em condomínios

Fora da visão de boa parte dos moradores, os encanamentos defeituosos pode protagonizar problemas enormes na vida de qualquer condômino. E ainda que óbvia, a dica é usar da agilidade para a solução do problema. Dessa forma, os custos e investimentos serão muito menores.

Quando o assunto é encanamento, é preciso considerar as duas esferas competentes para a resolução. 

Primeiro, se os canos estão na parte interna da residência, a responsabilidade é do morador. Em casos que fazem parte da ramificação geral do condomínio, o síndico precisa responder pela solução.

Aliás, o código civil determina que se houver omissão sindical, o morador pode arcar com as despesas e repassar ao condomínio.E de acordo com a Lei de Responsabilidade civil, ninguém pode provocar dano ao outro. Ou seja, ainda que esteja em sua área interna, se o vazamento causar transtornos a outros, ele precisa ser reparado.

Muito além dos 5 C’s: problemas com drogas e cigarros

O hábito de fumar ou usar drogas, ainda que afete a saúde e sejam, inclusive, proibidos em várias esferas, ainda é comum. E dentro de condomínios, tem várias nuances que podem complicar ainda mais o comportamento. O porte de maconha para uso próprio, por exemplo, não é crime no país. Contudo, essa prática pode ferir o direito do outro, entrar na ilegalidade por conta do comportamento dos usuários e gerar complicações.

Em situações em que o uso é dentro do imóvel, há uma atuação limitada policial, mas isso não invalida os procedimentos internos do condomínio.

Em geral, a polícia precisa ser acionada quando os efeitos alucinógenos colocar em risco outros moradores. E o uso em áreas comuns deve ser combatido, notificado e até enquadrado como conduta antissocial.

No caso dos cigarros, é necessário ver as leis vigentes em cada lugar.

E não podemos esquecer dos princípios básicos de convivência, que determina o respeito incondicional à segurança e privacidade de todos.

Sustentabilidade está na pauta há mais de uma década

Quando falamos em sustentabilidade, a prática pode parecer apenas uma iniciativa pessoal, mas ela é muito mais do que isso. E abordamos aqui, princípios que deveriam ser comuns, mas ainda estão sendo inseridos no dia a dia de muitas pessoas. Um exemplo seria a separação do lixo.

Nem todos os condomínios possuem coleta seletiva, e para aqueles que a realizam, isso pode se tornar dor de cabeça caso não haja um padrão a seguir.

É comum também que, após a utilização dos espaços de lazer em comum, o usuário não colete e descarte seu lixo de forma adequada.

Como falamos anteriormente, esses dados podem conter no regimento interno, mas uma campanha de conscientização pode ser bem útil nestes casos.

O investimento por parte dos condôminos em práticas sustentáveis trará um ambiente muito melhor para todos. Seja na separação do lixo, na manutenção das áreas externas ou mesmo em sistemas de captação de água ou esgoto.

Por isso, torna-se essencial a individualização dos hidrômetros ou mesmo campanhas voltadas para a instalação de painéis solares.

Importante lembrar que o condomínio não pode obrigar a adesão de tais práticas.

E para você que chegou até o final do artigo, se quiser saber mais sobre boa convivência em condomínios, leia nosso outro artigo exclusivo.